Brasil no Mercosul, ONU e BRICS
Política externa não é luxo de país rico — afeta diretamente o que você paga em remédio, gasolina e mercado. Estes são os principais blocos e organismos onde o Brasil tem assento.
ONU — Organização das Nações Unidas
Criada em 1945 após a Segunda Guerra. O Brasil é membro fundador e tradicionalmente o primeiro país a discursar na Assembleia Geral (em setembro de cada ano). Defende reforma do Conselho de Segurança, hoje formado por 5 membros permanentes (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido) com poder de veto.
Mercosul
Bloco econômico sul-americano criado em 1991 pelo Tratado de Assunção. Membros plenos: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai. Venezuela está suspensa desde 2016. Bolívia em processo de adesão.
Características: união aduaneira imperfeita (tarifas comuns para terceiros, mas com exceções), livre circulação de bens entre membros (com restrições), tentativa de coordenar políticas macroeconômicas.
BRICS
Grupo formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2024 foi ampliado para incluir Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes e mais países. Objetivos: alternativa ao G7, criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), redução da dependência do dólar em transações entre os membros.
OEA — Organização dos Estados Americanos
Fórum de cooperação no continente americano. Brasil é membro fundador (1948). Atua em direitos humanos (Comissão e Corte Interamericana), eleições, livre comércio.
OMC, OMS, FMI, Banco Mundial
- OMC — Organização Mundial do Comércio. Negocia regras de comércio internacional e julga disputas (Brasil ganhou casos importantes contra subsídios europeus e americanos).
- OMS — Organização Mundial da Saúde. Critérios sanitários, emergências globais (pandemia de COVID).
- FMI — Fundo Monetário Internacional. Empréstimos a países em crise cambial (Brasil pegou em 1998 e quitou em 2005).
- Banco Mundial — financia projetos de desenvolvimento em países de renda média/baixa.